Mar
30
Se olharmos com alguma atenção para a nossa existência poderíamos dizer que a vida é passível de ser representada por uma sinusóide com amplitude e períodos dinâmicos. Temos os nossos tão já conhecidos “altos e baixos” de uma forma intermitente durante períodos variáveis.
Hoje, deixando-me acompanhar pela programação domingueira enquanto trabalhava, senti que alguém o tinha enviado ao meu encontro. Viktor Navorski apareceu ao meio tarde perdido num terminal de aeroporto. A lembrança do nosso primeiro encontro ainda estava viva e eu sorri. A história rola num ambiente que apela ao sorriso, ao sorriso terno. Vemos o quanto nos podem puxar para baixo, o quanto nos podem enterrar, calcar e, o pior de tudo, o quanto se podem esquecer de nós.
Por entre a moral de toda esta história patusca salta a dúvida: Será que as pessoas têm medo de nós quando somos bons? Será que o nosso referencial social está tão deslocado que a bondade assusta?
Mas a esperança vive. E, apesar de tudo, devemos acreditar na nossa matriz, e, apesar de tudo o que possam dizer, que o que há de bom em nós vale mais do que tudo isso.
Porque a nossa palavra vale muito, o nosso carácter é inestimável e a nossa esperança está nos nossos Gupta, nas nossas Amelia.
E sim, todos nós esperamos por alguma coisa.
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